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"Afeto:
Afeição; amizade, simpatia; paixão; adj. Amigo;
afeiçoado; incumbido; submetido a (...)"
Ao
longo da história, o amor e o afeto foram sendo
associados à sexualidade. As amizades foram se
tornando produto raro no mundo moderno, não só
pelo isolamento das pessoas em suas casas e apartamentos,
mas também pelo preconceito. |
O afeto entre pessoas do mesmo sexo passou a ser visto
como indício de homossexualismo. E quando entre pessoas
de sexos opostos, o início de um desejo sexual. Toda
forma de carinho parece ter dado lugar à sexualidade.
Se Freud fosse vivo, estaria exultante com o comportamento
dos modernos, bem de acordo com suas teorias psicanalíticas
que via de regra giravam em torno do tema.
Como definir então a amizade?
A amizade se desenvolve ao longo do tempo a partir de
encontros ou contatos sucessivos, nos quais vislumbramos
novas perspectivas, novas dimensões e caminhos, que
nos fazem compreender uma parte de nós mesmos e do mundo
que nos rodeia. É quando conseguimos autenticar e reconhecer
nossa individualidade frente à diversidade do outro.
Conhecermos a nós mesmos e ao outro... mas... quem é
"o outro"? Adianta querermos conhecer o outro sem que
saibamos quem somos nós? A resposta mais sensata é "não".
O homem precisa definir os tipos de relacionamento possíveis
entre ele e as pessoas que o cercam. Seria muito fácil
e simplista unificar ou limitar todos os tipos de relacionamento
a um só, a um único tipo, o sexual. Mas e onde ficariam
as amizades? E as relações de trabalho? Será que as
afinidades seriam regidas única e exclusivamente
pela atração física que uns pudessem exercer sobre outros?
Isso me faz lembrar aquelas grandes piscinas da Grécia
Antiga, aqueles banhos coletivos recheados de luxúria,
uma grande orgia coletiva e ilimitada, um tremendo bacanal!
Estaremos caminhando para um mundo hedonista, o retorno
à antiga Grécia? Ou já estamos nele e nem percebemos?
Numa busca pela palavra "hedonismo", encontrei vários
sites relacionados, mas foi a leitura de um texto é
que me impressionou, talvez pelo sutil lamento: o amor-afetuoso
(chamado pelo autor de 'amor universal') está agonizante!
Seria um resgate ao afeto? Ou o desabafo de um hedonista
melancólico?
Leia
abaixo o último parágrafo do texto e reflita:
adeus,
goodbye, adieu, adiós ao maravilhoso amor universal
"O
meu, o seu, o nosso amor é profundo, compartilhado e
brilha com a intensidade das luas cheias que fazem das
sombras da noite apenas um suave cobertor de ternuras
e não o receptáculo de fantasmagorias. O nosso amor
este que se ampara na proximidade do outro amor
existirá sempre, pois somos uma fábrica de sensibilidades
imunes aos tantos perigos que nos rodeiam. Este amor
tem comunicação direta com a esperança dos dias melhores
que virão e que elaboramos no ventre das doces ilusões.
Não importa que sejam isso, ilusões, pois precisamos
delas para alimentar o espírito. Mas o que se lamenta
é a falência da amplitude universal que este amor deveria
consolidar porque, nesses dias de raiva, ira e cólera,
no email que você recebe pode estar um vírus que destruirá
sua máquina e a carta que vem de longe talvez abrigue
um sopro de morte. E, como você sabe, o primeiro passo
para o fim do amor é a desconfiança."
Fonte:
site a
f@brica
E
você? Já começou a separar o sexo do afeto e do amor?
O que é amizade para você? Você é hedonista?
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