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muito tempo venho querendo escrever sobre
esta figura notoriamente humana. Mas infelizmente
demorei e o que faço aqui é
anunciar a sua morte.
Devemos, entretanto, levar dentro de nós
seu espírito, sua única e
eterna luta: a luta diplomática pela
PAZ.
Fica aqui meu registro de admiração
pelo brasileiro Sérgio Vieira de
Mello. |
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Mais
uma ação terrorista mata um pedaço
da PAZ — Após 4 horas sob os escombros
da sede da ONU no Iraque, atacada por um caminhão-bomba
nesta terça-feira, 19 de agosto de 2003, Vieira
de Mello não resiste, e leva consigo a imagem
da PAZ, exemplo de solidariedade humana. Aos 55 anos
de idade, natural da Cidade do Rio de Janeiro, foi nomeado
em maio para ser representante da ONU no Iraque, com
a missão de participar da reconstrução
do país após a guerra. A escolha partiu
de Kofi Annan, secretário-geral da entidade.
Sérgio chegou a Bagdá no começo
de junho, numa missão prevista para durar quatro
meses. Antes desta missão, Mello havia exercido
a função de Alto Comissário de
Direitos Humanos da ONU.
Também
chefiou a missão de independência do Timor
Leste, de 1999 a 2002, foi chefe-interino da missão
das Nações Unidas em Kosovo, 1999, e subsecretário
para assuntos humanitários da entidade internacional.
Sua carreira na ONU começou em 1969, dedicando-se
desde o início principalmente ao Alto Comissariado
para Refugiados, em Genebra. Tinha doutorado em filosofia
e ciências sociais pela Universidade Sorbonne,
de Paris.
"Ser
um homem do sistema não significa ser um burocrata
que passa a vida sentado num gabinete", comentou
Sergio Vieira de Mello no momento de sua nomeação
como Alto Comissário da ONU. "Podem ser
aplicados os mesmos princípios de forma diferente
em função da cultura, da história
e da religião. Não se pode esperar que
sejam da mesma forma no oeste, no leste, no norte ou
no sul, mas esses princípios são verdadeiramente
universais."
Gustavo
Seabra
publicado em 27/08/2003
sexta-feira, 28/07/2002
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