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  Babá e Baby-sitter, profissões dignas e bem remuneradas
 

Com salários entre R$ 700,00 por mês, ou R$ 123,00 a cada período de 25 a 36 horas de trabalho, a atuação como babás e baby-sitters pode ser uma boa opção para as jovens universitárias

“O Brasil passa por uma grave crise.”

     Quantas vezes ouvimos ou lemos esta frase? Sem dúvida, muitas e muitas vezes, e há várias décadas.

     Há alguns dias venho acompanhando uma série de reportagens na televisão sobre desemprego. No Rio de Janeiro, dezenas de milhares de pessoas enfrentando filas quilométricas para tentar uma vaga como gari. Em outro Estado, mais alguns milhares tentando uma vaga de coveiro ou de preparador de cadáver. Até advogado estava na fila. Noutro dia, em outra reportagem, vi estudantes de uma universidade pública aqui do Rio de Janeiro cabisbaixos, lamentando não estar conseguindo se manter na faculdade por não ter nem dinheiro para o transporte. Uma outra aluna mostrou em suas mãos um pequeno saco com alguns biscoitos e confidenciou, em rede nacional de televisão, ser aquela sua única refeição para o dia todo, e todos os dias. Rotina esta que vem se repetindo cada vez mais no dia-a-dia dos brasileiros. Estes alunos, sem dinheiro para ir à faculdade ou mesmo para comer, são os novos beneficiados por um programa de inclusão social que as universidades públicas brasileiras vêm adotando, de reservar vagas no vestibular para alunos carentes vindos do ensino público. Processo este criado para responder às críticas cada vez mais fortes e freqüentes sobre o fato da maioria dos alunos de universidades públicas serem integrantes das classes média e alta.

     Então nos perguntamos: E de que adianta reservar vagas para alunos carentes se estes não conseguem nem o dinheiro para chegar à faculdade? Agora o governo já fala em oferecer bolsas de estudo, como ajuda de custo para manter estes pequenos cidadãos no seu caminho acadêmico. Mas... quando chegará esta ajuda? E para quem chegará? Provavelmente, até que tudo isso seja resolvido a contento, muitos alunos carentes já terão abandonado seus cursos universitários. Eu mesmo fui obrigado a abandonar o curso de engenharia mecânica de uma faculdade federal para aumentar minha carga de trabalho e conseguir pagar minha sobrevivência.

     Por outro lado, tenho observado bem de perto a carência que algumas empresas têm de mão-de-obra. Na maioria dos casos, por uma questão cultural, que cria e alimenta nas pessoas, sobretudo nos mais jovens, o preconceito para o desempenho de determinadas funções. A exemplo das já citadas, de coveiro, gari e preparador de cadáver, tenho recebido reclamações de agências que não encontram jovens dispostos a exercer as profissões de babá e baby-sitter. Pesquisando sobre o assunto, visitei diversos sites de empresas que preparam e agenciam este tipo de profissional em vários países, como Itália, França, Estados Unidos e Alemanha, só para citar alguns. É impressionante ver como há disposição por parte de estudantes universitários destes países em prestar estes serviços. É muito habitual a contratação de baby-sitters por casais que desejam ir, por exemplo, a uma peça de teatro ou a um cinema, e não têm com quem deixar seus filhos. Até mesmo para viagens de fim de semana, quando os pais passam dois ou três dias fora de casa. Aí entra o trabalho das baby-sitters. No Brasil, parece que este preconceito “elitizante”, de se determinar quais profissões são menos dignas que outras, está aos poucos acabando, graças à visão mais realista da situação financeira que nós atravessamos.

     Portanto, aquela estudante que apareceu na televisão mostrando um saco de biscoito como sua única refeição diária, pode agora pensar em se candidatar a uma vaga de baby-sitter. Além de ser digno, e puro, por lidar diretamente com a formação educacional de uma criança, o trabalho como babá ou baby-sitter é também uma atividade muito lucrativa para a jovem que está começando a procurar sua estabilidade financeira através de um curso universitário. O salário pago para o período de 25 a 36 horas de trabalho como baby-sitter, por exemplo, está na faixa dos R$ 123,00. Já para as jovens que desejam trabalhar como babás, o salário mínimo pago por este serviço está em torno de R$ 700,00, por mês. E, temos que concordar que, quando o assunto é a educação dos próprios filhos, os pais não resistem a uma boa remuneração para as profissionais que melhor cuidam de suas crianças.

     Um exemplo de empresa que prepara, e posteriormente oferece babás e baby-sitters para contratação, é a Escola Psicológica Regina Elia, com sede na Cidade de São Paulo. Atuando desde 1995, a Escola, fundada e administrada pela psicóloga Regina Elia, é hoje referência na preparação de educadores que lidam com crianças e adolescentes. A Escola está aberta a jovens que queiram se preparar para atuar como babás, baby-sitters e berçaristas escolares. A preparação das candidatas é feita através de um Curso Básico e por um rigoroso processo de seleção, para que possam vir a pertencer ao Cadastro de Profissionais da Escola. Os Cursos acontecem freqüentemente no Rio de Janeiro e em São Paulo, podendo ser ministrados também em outros Estados, desde que se formem turmas de no mínimo 10 alunos. A quantidade de pais em busca destas profissionais é cada vez maior. Portanto, a possibilidade de conseguir um bom emprego, com uma fonte de renda bem satisfatória, também é grande.

Para maiores informações, entre no site da Escola Psicológica Regina Elia e leia com atenção a seção Profissionais.

www.EscolaReginaElia.com.br

Por Gustavo Seabra
Nick PALTALK: Herbert Vianna

segunda-feira, 04/08/2003

 
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