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O
fato das pessoas estarem passando mais tempo
on-line, não significa uma má notícia, como
mostram as pesquisas
O
perfil atual dos usuários da Internet é
de indivíduos preocupados com a privacidade
e a segurança on-line, mas com uma vida
social saudável, apesar do período crescente
que passam na rede.
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Ao contrário do que é difundido
pelos meios de comunicação, com
o medo da concorrência, a Internet está
socializando cada vez mais as pessoas.
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E,
como já era de se esperar, as pessoas conectadas usam
menos a televisão, como mostra uma pesquisa de dois
anos sobre o uso da Internet. A Internet mudou os hábitos
das pessoas? A resposta de Jeff Cole, diretor do UCLA
Internet Project, é "Sim"!
Alguns
estudos têm sido feitos para avaliar a interferência
da Internet na cultura e na economia das pessoas e das
empresas, como os apresentados por pesquisadores da
Universidade da Califórnia, em Los Angeles, EUA. Segundo
Jeff Cole, a Internet "virou as indústrias de cabeça
para baixo e chamou a atenção para os modelos de negócios".
Um
dos objetivos do UCLA Internet Project é tentar registrar
momentos da vida dos norte-americanos, agora que mais
pessoas estão conectadas à Internet. Aproximadamente
três quartos daquele país já estão on-line de alguma
forma, mostra a pesquisa. Mas não é só nos Estados Unidos
que cada vez mais pessoas estão ficando online. A exclusão
digital no mundo vem diminuindo, ainda que de forma
relativamente bastante lenta. Em contrapartida, o valor
do conteúdo na Internet vem crescendo, à medida em que
mais pessoas têm acesso a ela, e nela colocam sua contribuição.
Esse
aumento no número de pessoas conectadas, através de
algum tipo de acesso à Internet, deve-se também ao esforço
de alguns países e de algumas organizações não-governamentais
(ONG's), que a cada dia alimentam projetos de popularização
do computador e da Internet. Os que estão on-line, também
estão gastando mais tempo conectados cerca de
10 horas semanais, em média. Mas, mesmo com mais conectividade,
os computadores não estão comprometendo a vida social
das pessoas, como garante o estudo do UCLA Internet
Project.
Os
entrevistados também revelaram que o tempo que a família
passa junta não foi afetado negativamente. As conexões
de alta velocidade, ao mudarem o modo como as pessoas
ficam on-line, até fizeram com que as famílias gastassem
mais tempo juntas. As conexões discadas, geralmente
utilizadas nas residências numa freqüência média de
acesso à Internet de três vezes por dia, de fato isolam
as pessoas umas das outras, enquanto os que usam banda
larga acessam a rede 30 vezes por dia, muitas vezes
na companhia de outras pessoas.
Outro
fato é que as pessoas conectadas à Internet assistem,
em média, 4,5 horas por semana a menos televisão
do que as que estão "off-line". Ou seja, quanto mais
tempo as pessoas passam on-line, menos tempo gastam
vendo TV, passando de usuárias de um meio passivo,
como um mero telespectador, para participantes de um
meio interativo, efetivamente de comunicação em mão-dupla,
como ocorre nos programas de comunicação instantânea
por voz, como o PALTALK.
Em
outubro de 2000 foi divulgado o primeiro estudo da UCLA
sobre Internet, concluindo que mais e mais pessoas estavam
voltando-se para a Internet para comprar e socializar-se,
pela interação com outras pessoas. O estudo dos pesquisadores
da UCLA vai continuar, com o mesmo grupo de pessoas
sendo entrevistado a cada ano.
O
mundo parece caminhar para a divisão entre o
Online e o Offline. Restará a nós escolhermos
como vamos querer estar.
Por
Gustavo Seabra 
Publicado em 04/12/2001
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relacionados:
www.today.ucla.edu/html/001107studynet.html
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