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Assim
como eu, milhares de pessoas receberam e-mails
em 2004 que supostamente seriam de seus bancos. Banco
do Brasil, Itaú, Unibanco, CitiBank, HSBC e
até mesmo
do SERASA. Tudo não passou de um turbilhão
de tentativas de fraude.
Os internautas mais
ingênuos se misturaram com os mais experientes
entre as vítimas desses golpes. Com e-mails
convincentes, que reproduzem fielmente a identidade
visual das empresas, os golpistas escrevem textos que
induzem as pessoas a clicarem em links para supostamente
atualizarem seus cadastros junto a bancos.
Além de serem
páginas
falsas de cadastro, onde são pedidas informações confidenciais,
tais como número da agência, conta corrente e senha,
os links muitas vezes também acionam programas espiões
que se instalam no computador da vítima. Estes programas
têm a finalidade de monitorar o acesso a sites
de bancos, para tentar obter suas senhas e números de contas.
Geralmente, estes
programas têm a extensão .scr, como no caso de um dos
e-mails enviados como sendo do SERASA. Neste caso,
pode ser lido na mensagem o seguinte texto:
Clique no botão abaixo
para visualizar o extrato dos débitos.
Extrato
Ao clicar no link
chamado Extrato, é ativado
o programa Serasa.scr, que é, na verdade, um programa
espião, que ficava armazenado no endereço:
http://www.presentes.hpgvip.ig.com.br//Serasa.scr
Outra prática comum
dos golpistas é mascarar os links que aparecem
nos e-mails fraudulentos. Em um dos e-mails enviados
em nome do Citibank, por exemplo, ao clicar no link:
https://web.da-us.citibank.com/login.ref.9691/scripts/cIient_conf.jsp
na verdade você é
enviado para o endereço:
http://148.244.213.131:88/cit/index.htm
que se tratava de uma página falsa, fazendo-se passar pelo
próprio banco, para
obter dados confidenciais das pessoas que nela entravam
e enviar para os criminosos. Felizmente, esta página
já foi retirada
do ar.
Em outubro passado,
a Polícia Federal efetuou diversas prisões
de hackers nos Estados do Pará, Maranhão,
Tocantins e Ceará, na chamada Operação
Cavalo de Tróia II. Mas os golpes não
pararam. Estamos em janeiro de 2005, e os e-mails desse
tipo continuam a circular pela Internet e a fazer novas
vítimas. O prejuízo
estimado causado pelo grupo a bancos estatais e privados,
até o momento da prisão daqueles hackers, era
de R$ 80 milhões.
Alguns cuidados devem
ser considerados, para que você não caia
nestes golpes:
1) Esteja atento
a e-mails supostamente enviados por bancos. Geralmente
os bancos não enviam e-mails a seus correntistas.
E
é certo que nenhum banco pedirá a você que
atualize seus dados cadastrais do nada, de repente,
inclusive pedindo sua senha.
2) Se você usa
o Outlook, antes de clicar em qualquer link fornecido
no e-mail que você recebeu, quando você colocar
o mouse sobre o link, veja o que aparece
na barra de status, que fica no rodapé da janela
do Outlook.
Ali, geralmente é mostrado
o endereço
para onde você
será levado se clicar no link. Compare o endereço
mostrado com o endereço oficial do banco.
3) Outra forma de
verificar o que está por trás de um link, é clicar
com o botão direito
do mouse e em seguida escolher o item PROPRIEDADES, no
menu que se abre. |