| Ora!
Isto vai contra qualquer pensamento que use um mínimo
de bom senso!
Estamos falando de pessoas declaradamente de baixíssima
renda e que, portanto, pelo menos teoricamente, não
teriam condições sequer de suprir a si
mesmas de uma vida digna e confortável para sobreviver.
Como então o governo anuncia que vai ajudar estas
pessoas a terem filhos?
Já não
bastam as hordas de crianças
que nascem a todo instante nas favelas brasileiras,
por conta de uma falta de orientação
do Governo para um controle de natalidade consciente?
Crianças
estas que vão parar nos sinais de trânsito
(faróis,
para os paulistas), fazendo malabarismos com bolas
ou vendendo balas e doces nos ônibus,
em troca de um tostão para sobreviver. Isto
quando não
são
aliciadas pelo tráfico de drogas,
e acabam morrendo ainda jovens, baleadas em confrontos
com a polícia. E lá vão os governos
estaduais pedir ajuda federal para combater a violência
urbana! Onde isto vai parar?
Acho
que melhor seria se o governo abrisse os olhos para
as péssimas
condições de atendimento
de muitos hospitais públicos teoricamente amparados
pelo SUS, em que faltam medicamentos e equipamentos,
e onde os profissionais estão cada vez mais
mal remunerados, o que está gerando um esvaziamento
em massa de médicos.
Os
que restam desses profissionais, formados em nível
superior, estão insatisfeitos e angustiados
com a situação, que os obriga a receber
salários
muitas vezes inferiores ao do pessoal de nível
médio, numa inversão inexplicável de valores.
Enquanto
isso, as administradoras de Planos de Saúde
sorriem à toa, com aumentos absurdos em suas
mensalidades, mudanças de regras abusivas, surreais
e desumanas. Cobra-se cada vez mais por cada vez menos
serviços.
Afinal,
nas mãos de quem vão
parar nossa saúde e nossas vidas?
Isto é uma vergonha, Sr. Governo!
(Obs.: NÃO
SOU MÉDICO, apenas sou um cidadão
que olha os dois lados da moeda). |