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| A
nova revelação da MPB é
dona de uma voz poderosa, e vem a cada dia
conquistando mais admiradores
Ana
Carolina o encanto da melodia de
suas músicas e de sua voz é
algo enigmático. Ela já emplacou
dois sucessos em novelas: "Garganta" (Andando
nas Nuvens, 1999) e "Tô saindo" (Vila Madalena,
1999-2000), que fazem parte de seu primeiro
CD, "Ana Carolina". Mineira e
ex-estudante de Letras, Ana Carolina apostou
num repertório clássico, com influências
de Tom Jobim e Chico Buarque, misturado
às novas tendências do pop. Tudo,
é claro, com muito bom gosto. |
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Com
jeito doce de ser e de cantar, ela conquista nossos
ouvidos e corações. Compositora
da maioria das canções de seu segundo
CD, Ana Carolina segue, suave e devastadora, fazendo
a história da MPB.
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Nascida
em 09 de setembro de 1974, em Juiz de Fora, Minas Gerais,
e lá criada, Ana Carolina é a mais nova
jóia rara da Música Popular Brasileira. Com uma
voz poderosa e estilo próprio, ela largou o sexto período
da faculdade de Letras na Universidade Federal de Juiz
de Fora para seguir a carreira de cantora. Vinda de
uma família de classe média baixa, com a mãe cabeleireira,
que lutava para realizar os sonhos da filha, e o pai
falecido quando Ana era ainda muito nova, ela teve suas
primeiras influências musicais dos tios-avós instrumentistas
e da avó, cantora de uma Rádio. Ana Carolina costuma
contar: "Minha família é musical e parece que já nasci
com isso meio apurado. Sou autodidata em instrumento
e canto." As influências musicais em sua formação
também vêm de nomes como Geraldo Pereira,
Cartola e Chico Buarque, além de bandas como Legião
Urbana, Paralamas e Titãs.
"Vaca
Profana", cantada por Caetano Veloso em 1984, foi uma
das primeiras interpretações de Ana Carolina,
evidenciando desde cedo sua ligação com
a música brasileira. Os estudos, porém, não eram
menos importantes em sua vida. Ana conseguiu conciliar
o curso superior com as apresentações nas noites mineiras,
construindo um trabalho muito respeitado, voltado aos
clássicos do cancioneiro popular.
Os
primeiros trabalhos de Ana Carolina, com interpretações
de Jackson do Pandeiro, Gonzaguinha, Ari Barroso e João
Bosco, chamaram a atenção da estudante de Comunicação
Luciana David, que, encantada com a apresentação
de Ana para cerca de 30 pessoas num dos points
de Juiz de Fora, resolveu levar o show para um público
maior. Já na Marrakech, uma conhecida casa de
shows, aconteceu então a primeira "grande" apresentação
da revelação mineira, para um público de 95 pessoas.
O sucesso começava a aparecer, assim como as oportunidades
na mídia. Os shows passaram a ser constantes para Ana
Carolina.
"Com
a trajetória da noite você aprende a se impor, aprende
a entender um público de duas mil ou dez mil pessoas
te vendo"
Um show feito no Mistura
Fina, no Rio de Janeiro, foi decisivo para a carreira
da cantora de cinco anos de estrada. Lá, estava
a filha de Vinícius de Moraes, a Luciana de Moraes,
que depois do show perguntou à Ana se ela tinha
alguma fita "demo". Ana entregou uma fita
com 7 músicas, apenas com voz e violão, e depois de
15 dias já estava tudo pronto: assinou contrato com
a BMG. Era final de 1998. No início de 1999, as gravações
do primeiro CD consumiram longas horas, fazendo com
que Ana abandonasse a faculdade.
Cantora
eclética, violões
levemente blueseiros, firmeza na voz grave e a deliciosa
mania de cantarolar sem jamais cair no tedioso exibicionismo
vocal, com letras pra lá de pessoais, daquelas que fica
difícil ouvir sem prestar atenção. É assim que
podemos descrever Ana Carolina.
O
segundo CD, "Ana Rita Joana Iracema e Carolina",
lançado
em abril deste ano, virou disco de ouro logo na segunda
semana, vendendo 150 mil cópias em apenas 15 dias. E
acaba de virar disco de platina, pelas 250 mil cópias
vendidas. O CD
traz a
canção "Quem de Nós Dois", que
já lidera as listas das músicas mais executadas nas
rádios de todo o país. "Foi tudo cadenciado, foi acontecendo
aos poucos, mineiramente falando", diz a cantora, descrevendo
a silenciosa escalada ao sucesso. Ana
Carolina compôs 11 das 15 canções desse novo CD.
Por Gustavo Seabra  Publicado em 18/12/2001
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