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Todo
ser humano tem a sua história de vida, tem suas alegrias,
tristezas, ilusões, desilusões, amor, desamor e assim
por diante.
E
eu, na mais fiel sinceridade, contarei sobre certas
coisas vividas e como podemos ser felizes, sem maiores
preconceitos, assumindo inteiramente sua opção de vida.
Eis-me aqui, desnudando esses preconceitos e mostrando
a todas as pessoas que não se aceitam como são ou que
sejam mal-resolvidas, jamais alcançarão a felicidade
plena de seu interior se não houver a mudança de valores!
Por
Elisabete Navet
BANQUETE
DO PECADO
Um
dia qualquer, resolvi dar "umas voltas para espairecer"
a mente dos problemas do dia-a-dia. A princípio, andei
sem rumo, pois não queria ter rótulos, nem padrões.
Andei pela cidade em busca de algo, que não sabia exatamente
o que era. Não sabia o que procurava... mas sabia que
queria encontrar. Talvez, o meu "eu" perdido
nesta selva de sociedade ansiava pelo novo. Nunca tive
problemas em relação a sair só ou não. Ás vezes, sentia
um imenso prazer em entrar numa boate, Disco ou Danceteria,
onde me extravasava na dança, soltando todos os "bichos"
interiores.
E
foi assim, nessas andanças, que tomei consciência de
minha identidade.
...
De repente, me vi diante daquela mulher que me tirou
o fôlego!
Era
linda! Como se fosse um anjo no paraíso, como um cometa,
deixando o seu rastro de fogo no céu... Enfim, uma visão
indescritível.
Olhei
aquela mulher e meus olhos faiscaram como estrelas na
constelação. Vendo-me assim, ela sorriu maliciosamente
e me deu a oportunidade de conhecê-la.
Minutos
depois, conversávamos animadamente, como se fossemos
duas velhas e grandes amigas. Tive a impressão de que
já nos conhecíamos de outras encarnações.
Após
o impacto das primeiras palavras, já nos sentíamos íntimas
e foi neste momento, que ela delicadamente pegou minha
mão e levou-me para a pista de dança. Eu estava hipnotizada!
Abracei-a
e deixei-me levar por aquele momento mágico: até parecia
que dançávamos sobre as nuvens. Usava vestido vermelho,
bem colado no corpo, que mais parecia uma escultura
talhada pelos Deuses e suas costas nuas me fizeram sentir
o toque daquela pele macia e quente.
Passei
minhas mãos levemente pelo seu corpo e senti os "pelinhos"
de suas costas arrepiarem. Cheguei bem perto de seu
ouvido e disse o quanto sua beleza me impressionara.
Aqueles olhos, com um brilho intenso sorriram para minha
alma, convidando-me para o grande "Banquete do
Pecado".
Não
pensei duas vezes: beijei-a longamente e pude sentir
em meu peito as batidas de seu coração, o hálito quente
de sua boca, o perfume natural de sua pele...
Deixamos
o local e nos dirigimos à sua casa. O caminho foi curto
e ao mesmo tempo longo... A impaciência era total! Quando
entrei em sua casa, pude notar o requinte do ambiente,
fazendo "juz" àquela mulher tão fascinante.
Eu já me sentia embriagada com aquele jogo de sedução,
com aquela silhueta, com seu andar provocante.
A
sala estava à meia luz, fazendo com que o nosso momento
fosse único, ímpar.
Paramos
uma à frente da outra, nos despindo vagarosamente sem
pudores, com olhar felino, como se quiséssemos desnudar
nossas almas.
E
ai veio a melhor parte... Entramos naquela banheira
repleta de espuma e pétalas de rosa, onde o seu perfume
inebriante trazia a sinfonia do desejo.
Comecei
a brincar com a espuma em seu corpo, fazendo desenhos
com os dedos e depois minhas mãos pousaram entre as
suas coxas. Começamos a nos beijar dentro da banheira
e continuamos esse beijo até chegar ao quarto... Realmente,
era uma "Atração Fatal"!
Ela
pediu-me um instante. Fiquei aguardando, esperando a
surpresa. De repente, vem àquela mulher esguia, deliciosa,
cabelos longos soltos, com um sorriso sedutor e olhar
penetrante, vestindo calcinha minúscula, meias de seda
e cinta-liga. Foi uma visão, uma miragem. Era um sonho
toda aquela beleza.
Vagarosamente,
ela veio de encontro a mim e eu comecei a despi-la de
forma carinhosa e suave. Sua pele era como a luz da
lua. Que mulher iluminada!
Virei-a
de costas, comecei a beijar seu pescoço, suas costas,
suas nádegas e minha língua atrevida percorreu todas
as partes daquela inebriante mulher. Abracei-a por traz,
demonstrando minha ternura e virei-a para beijar aqueles
lábios sedentos de amor.
Comecei
lambendo teu ouvido, teu pescoço e fui descendo, descendo.
Beijei teu colo, suguei teus seios e ela se contorcia
na volúpia do momento.
Deitei-a
na cama: ela fechou os olhos para sentir minha boca
quente e atrevida percorrendo o teu corpo. Beijei-a
todinha e até encontrar o teu sexo. Passei minha língua
suavemente, dando-lhe o prazer maior com a volúpia do
tesão que se fez presente.
Corpos
se tocando, se roçando, se querendo loucamente, muitos
beijos, muitos "ais". Mãos descontroladas,
palavras sem nexo e esse foi o grande amor noturno e
a bela noite do desejo.
Tudo
vivemos e tudo dissemos: o gozo chegou como se fosse
a explosão de uma bomba atômica. Nossos corpos suados,
ardentes ficaram desfalecidos sobre os lençóis, sobre
aquela cama que foi a única cúmplice de toda nossa louca
noite de paixão.
Adormecemos
felizes e acordamos apaixonadas e até hoje amo essa
mulher existe em mim e a mulher que existe em você;
Simplesmente te assumo doce mulher, bela mulher. Desejo-te
até o fim dos meus dias, porque quero morrer de amor
entre teus braços. Eternamente e Sempre!
(Por
Elisabete Navet)
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