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| Prova
de fogo
Como
ajudar a criança a enfrentar o processo
seletivo
Nesta
época do ano, começa a temporada de matrículas
para o ensino fundamental. Em muitas escolas
particulares, há mais interessados do que
vagas, levando-as a fazer alguma forma de
seleção dos alunos a serem admitidos. Umas
selecionam por meio de um teste, o "vestibulinho";
outras entrevistam os pais e o candidato
antes de aceitar a matrícula. Num caso ou
no outro, a partir dos 6 anos, a criança
passa por um processo de avaliação para
provar suas habilidades. |
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Trata-se
de uma competição, às vezes desnecessária e agressiva
para a pouca idade da criança. Dependendo da forma como
é encarado, esse processo pode comprometer o aprendizado
e o desenvolvimento emocional do pequeno estudante.
Cada criança tem potencial e talento próprios. Suas
características precisam ser respeitadas, para que ela
não se sinta, psiquicamente, lesada.
Questione...
Para
a criança, o que importa é quais cobranças e expectativas
a família tem para com ela. Portanto, ao colocar o filho
numa maratona desse tipo, convém que cada pai questione:
Mostrei
que ele tem o mesmo valor quer consiga a vaga ou não?
Deixei
claro que se trata de uma tentativa e que existem outras
chances?
Considerei
o que é realmente melhor para meu filho?
Por
que estou interessado em matriculá-lo nessa escola?
Será
só porque ela dá status?
Estarei tirando de meu filho o direito de ser quem ele
é, para que ele realize um sonho meu?
Ele e eu saberemos lidar com a frustração?
Muitas
vezes, a mensagem que a criança recebe é: "Agrade aos
pais para que você seja feliz"; ou "Para que mamãe e
papai fiquem contentes, seja o que eles esperam". Para
agradar aos pais, ela se perde naquilo em que iria desabrochar.
Além
disso...
Diante
de qualquer desafio, a família deve estar ao lado do
filho, não contra ele.
Converse muito com a criança, deixando-a à vontade para
conseguir a vaga ou não.
Deixe bem claro por que espera que ela entre nessa escola.
Explique que as avaliações fazem parte da vida, mas
ninguém fica melhor ou pior por causa delas.
Não incentive a competição: ela não precisa ser melhor
do que os outros, basta que faça o melhor que puder.
Tenha amor incondicional por ela, independente de seu
desempenho nessa avaliação.
Fique atento à reação dela com o resultado, quer tenha
passado ou não.
Entenda...
Não
é o diploma numa escola famosa que garantirá o futuro
de seu filho, mas sim a boa estrutura familiar. Isso
significa que a criança conte com uma família que lhe
dê suporte e onde ela se sinta amada em quaisquer circunstâncias,
mesmo que fracasse em algum teste. Essa base lhe dará
segurança e auto-estima, determinando que homem ou que
mulher inteligente e capaz ela será no futuro.
Por
Regina Elia, psicóloga

www.escolareginaelia.com.br
Fonte: Revista Família Cristã,
Editora Paulinas
quarta-feira, 14/03/02
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